Tire o nome do homem!

Quanto mais tempo permaneço nesta terra, mais enfastiado fico de certas coisas, tais como entitular uma edição de Bíblia com nome de homem. Não temos vergonha nenhuma?

Sinto isso toda vez que leva para algum lugar a Bíblia de estudo Shedd. É uma coisa distinguir uma edição ou tradução das demais, até necessário isso, mas por que precisa colocar nome de homem? Ofusca o autor verdadeiro que é o Senhor Deus, pelo Espírito Santo.

Chamar uma edição de ecumênica, internacional, fácil de ler, tudo bem. (Ainda acho o nome da versão “transformadora” esquisito.) Almeida é tão distante dos nossos dias que mal se pensa mais no tradutor e sim num estilo.

Sinto assim também quanto a nomes humanos em coisas de Deus.

Conheço uma congregação que colocou nomes de contribuintes nos bancos do auditório e no próprio auditório. Já se via isso em faculdade, agora chega em prédios religiosos — isso na nossa irmandade.

Daqui a pouco isso chega ao Brasil, também. Pode saber. Aliás, já chegou, sim. Pois já importamos tudo de ruim dos americanos, tanto na sociedade como na igreja.

Adaptei esta ideia do Caderno de Tudo, meu livro (in)comum particular.