A natureza da igreja
POR JOHN JONES ─ Uma verdade que não podemos enfatizar demais é que a igreja de Jesus Cristo é única no mundo religioso de hoje. Afirmamos ser a igreja sobre a qual se pode ler na Bíblia, porque seguimos o que vemos como um padrão no Novo Testamento para o estabelecimento da igreja de Deus (não usado como nome da igreja, mas como uma descrição da igreja do Novo Testamento, distinta da “igreja no deserto”, composta pelos israelitas segundo a carne, Atos 7.38).
Nós nos reunimos no primeiro dia da semana para comer a Ceia do Senhor, Atos 20.7, para cantar hinos de louvor a Deus e de edificação mútua sem acompanhamento musical instrumental, Efésios 5.19, para contribuir com nossos recursos para sustentar a obra de Cristo, 1 Coríntios 16.1–2, para oferecer orações a Deus, 1 Timóteo 2.1, e para ler a palavra de Deus e ouvir uma mensagem baseada nela, Atos 2.42. Fazemos essas coisas porque era isso que as primeiras congregações faziam nas suas reuniões.
Reconhecemos a doutrina apostólica da presidência espiritual masculina, 1 Coríntios 14.33–34, mas também valorizamos os papéis de serviço que nossas dedicadas irmãs prestam à igreja, Tito 2.3–5. Seguimos o padrão de cada congregação ter anciãos para levar todos a seguir Jesus, 1 Timóteo 3.1–6. Enfatizamos, biblicamente, que a imersão na água é para receber a remissão dos pecados, Atos 2.38. Esses princípios bíblicos nos tornam únicos no mundo religioso de hoje!
A capacidade de oferecer uma referência bíblica para cada uma das atividades espirituais que realizamos é muito importante para nós. Cremos na autoridade bíblica que vem do reconhecimento da autoridade do Senhor no governo de sua igreja. Ele a comprou com o seu próprio sangue, Atos 20.28, ele a edificou, Mateus 16.18, e ele é a sua cabeça, Efésios 5.23; portanto, ele ordena e nós obedecemos. Mas esses mandamentos são dados num espírito de amor, porque ele sabe o que é melhor para nós. Quando o obedecemos, reconhecemos o seu amor por nós e nos submetemos a Jesus, porque o amamos, João 14.15.
Infelizmente, tenho visto recentemente alguns de nossos irmãos agirem como se a igreja de Deus fosse apenas mais uma entre muitas opções denominacionais ou, tristemente, como se seu compromisso estivesse ligado apenas ao lugar onde seus pais os criaram. Estou preocupado que possamos estar nos tornando como os israelitas em Juízes 2.10: “Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel”.
Tenho ouvido recentemente que alguns antigos irmãos daqui agora estão reunindo-se em grupos denominacionais e, em vez de expressarem profunda tristeza por isso, agem como se fosse melhor adorar no erro do que não adorar de forma alguma.
Não me entendam mal, nós amamos todas as pessoas. Mas o nosso amor por elas deve ser demonstrado por meio de uma profunda preocupação com as suas almas. Se cremos que todas os grupos religiosos são essencialmente iguais, exceto por algumas diferenças menores, perdemos completamente o ponto. Jesus edificou uma única igreja e a desunião entre cristãos é condenada, 1 Coríntios 1.10. Jesus chama todos os cristãos a uma unidade fundamentada na verdade da sua palavra, João 17.17, 20–23. Se desistirmos disso, poderemos realmente afirmar que somos seguidores de Cristo?
Sabemos quem somos e qual o nosso compromisso? Entendemos o “apelo da restauração”? Ainda estamos interessados na unidade cristã a partir de uma perspectiva de “voltar à Bíblia”?
Vamos encorajar nossos irmãos sobre o que nos torna únicos e convidar todos que conhecemos a se juntarem a nós na obra contínua de restauração: restaurar indivíduos à comunhão com Deus e restaurar a igreja ao padrão que os apóstolos nos mostram claramente nas páginas do Novo Testamento.
O irmão John é mestre numa congregação no estado americano de Tenessi. O artigo foi levemente adaptado para nosso contexto.