O mandamento repudiado

Por que um mandamento repudiado? Por que as pessoas repudiam a ideia de confrontar outra pessoa com seu pecado e corrigir alguém no erro.

Cita-se a palavra de Jesus, a de não julgar os outros. Mas veja o que ele diz, dentro daquele mesmo contexto:

Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão (Mateus 7.5).

Acerte a vida e depois terá condições de ajudar ao irmão. Quem repudia o mandamento de Jesus está pensando mais no seu próprio conforto (ou querendo ficar com seu próprio pecado) do que na necessidade do irmão de ser resgatado do pecado.

Seguindo nosso roteiro no estudo sobre os mandamentos de Cristo, no próximo domingo, dia 23, em SJCampos, faremos uma análise de Mateus 18.15-17, as instruções do Mestre de como confrontar um irmão que comete erro:

15 Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. 16  Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: —Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas. 17  Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos.

Ficam evidentes várias verdades que, de uma forma ou outra, devemos tratar no domingo, entre elas:

  1. O pecado e o erro são identificáveis. Não se trata de diferenças de opinião. Há atitudes que as Escrituras identificam como pecado. Na igreja cada um não tem a liberdade de viver conforme acha melhor.
  2. Não se pode deixar o pecado permanecer. É preciso de ação para tirá-lo do meio cristão.
  3. Cristo estabelece na igreja um procedimento de três etapas que deve ser seguido em casos de pecado de irmãos.
  4. A natureza do procedimento é a do confronto pessoal. Nada de recados indiretos ou pregações públicas, para tratar de pecados pessoais. (Tratar de um ensino falso tem outro procedimento.)
  5. O alvo do confronto é ganhar um irmão de volta, libertando-o do pecado e reestabelecendo-o ao convívio da igreja. Cristo reconhece, porém, que o processo pode ter outro resultado.

6 thoughts on “O mandamento repudiado

  1. Meus queridos irmãos essa matéria é muito boa eu gostei muito.
    Pegando o fio dessa mensagem “O pecado e o erro são identificáveis. Não se trata de diferenças de opinião. Há atitudes que as Escrituras identificam como pecado. Na igreja cada um não tem a liberdade de viver conforme acha melhor.” eu gostaria de saber se percebermos que alguns irmãos estão se desviando da verdadeira Sã Doutrina, podemos usar esse argumento? Falo isso, pois percebo que alguns irmãos aqui no nordeste parecem estar impondo suas opiniões para os cultos de adoração ao nosso DEUS.
    Abraços seu irmão Madson

  2. Este é, com certeza, um dos mandamentos mais repudiados por cristãos. Ele exige duas coisas muito difíceis: 1º) arrependimento (deixar o pecado – que muitas vezes teimamos em não nos livrarmos dele); 2º) confrontação (procurar a pessoa para resolver). “Corrigir” a vida dos outros é muito fácil – e é terrível quando isso acontece usando-se o “púlpito”, fazendo dele um “palanque” de indiretas e recados para o “irmão” que está ali presente; mas corrigir a própria vida como manda Jesus em Mt 7:5 é o grande desafio pessoal de cada cristão. Também, confrontar alguém que o “ofendeu” não é fácil – em muitos casos é preferível deixar pra lá e deixar o tempo passar “curar” a situação – é um grande engano. Sabe o que resulta desse tempo: ressentimento e amargura. Mágoas e ofensas não resolvidas produzem ressentimento e amargura no coração, e na primeira oportunidade, elas vem a tona numa “nova” situação entre as pessoas. Relacionamentos não são fáceis, mas há um “remédio” eficaz para os males que os atacam: Jesus! Ele não é um “remédio” fácil de engolir para os “novos” na fé (ou para os que insistem em permanecer novos na fé, ou são, ou estão fracos na fé) – como a resistência de uma criança a um remédio que ela não quer tomar -, mas é preciso conscientização, maturidade e força de vontade – como um adulto – para tratar a doença tomando sem “birras” e “choro” o remédio certo, o “remédio” Jesus. Que Ele nos ilumine, guie e cure de todas as nossas enfermidades.

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