Notas Apocalipse 1O fim de ano se aproxima rapidamente. Conforme nosso plano anual de leitura bíblica, começamos hoje a leitura do livro de Apocalipse, a qual nos ocuparia durante as próximas semanas, pois lemos um capítulo por cada dia útil. Hoje, capítulo 1, até sexta-feira, com o quinto capítulo.

O primeiro capítulo se divide em três partes principais:

#1. Introdução (Ap 1.1-3). O título: “Apocalipse”, vem do termo grego, que significa “revelação”, primeira palavra que ocorre no livro. Revelação de Jesus Cristo pode significar a revelação a respeito de Jesus ou a revelação que veio da parte dele, ou ambos os sentidos. Que o livro não diz respeito a coisas futuras distantes é confirmado pela frase: em breve. São eventos e verdades que têm a ver com os leitores do primeiro século. Os princípios ainda se aplicam a nós hoje. João pronuncia uma bênção, uma de sete no livro, sobre os ouvintes e sobre o leitor do livro. Havia na igreja primitiva a prática da leitura pública da palavra de Deus (ver 1Tm 4.13).

#2. Saudação e doxologia (Ap. 1.4-8). A província romana da Ásia (não se confunda com o continente) ficava na atual Turquia ocidental. Nos capítulos 2-3 Jesus se direciona a cada uma das sete igrejas. O número sete no livro indica plenitude ou perfeição. Não há nenhuma congregação além do conhecimento e dos cuidados do Senhor. Na saudação, João menciona o Deus trino. Parece que Jesus é colocado por último a fim de desenvolver as ideias principais sobre suas pessoa e sua obra. Ele nos constituiu reino; esta obra dele, no passado, mostra o erro do premilenismo, que afirma o reino futuro de Cristo na terra. Seu reino chegou na igreja. A vinda de Cristo (v. 7) talvez seja para julgamento do império romano, e não o juízo final.

#3. A visão do Todo-poderoso no meio das comunidades cristãs (Ap 1.9-20). “Tenho as chaves”. O dia do Senhor aqui se refere ao dia na vida de João, o primeiro dia, e não a um dia futuro de juízo, como normalmente usado. Na igreja a frase veio logo a ser associado ao domingo porque foi o dia para o partir do pão, a ceia do Senhor (At 20.7). Tudo sobre o filho do homem impressiona: sua voz, como de trombeta (v. 10) e como o som de muitas águas (v. 15); suas palavras poderosas sainda da sua boca como uma espada afiada de dois gumes (v. 16), sua aparência gloriosa, bem detalhada, e sua postura entre os candelabros como alguém engajado com as igrejas (v. 13). Jesus está presente, no meio do seu povo e, assim, pode dizer: “Conheço as suas obras”. Tudo está sob o seu controle, pois tem em sua mão direita sete estrelas (v. 16), que são os anjos das sete igrejas (v. 20). Como Aquele que vive, ele ganhou o direito de dirigir-se às igrejas, pois já passou pela morte.

Algumas reflexões e perguntas

  1. Quanta atenção se dá na sua congregação à leitura pública das Escrituras? Como se pode dar mais destaque a ela?
  2. Qual a importância de lembrar que toda a Deidade inclui Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo?
  3. Como nossa visão de Jesus determina como pensamos sobre nossos sofrimentos?