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Estudos bíblicos

Jesus condena a religiosidade das tradições humanas

Comentário sobre Mateus 15.1-9

Comentário sobre Mateus 15.1-9

Devemos lembrar que aqui as palavras são do Senhor Jesus Cristo contra os que praticam uma religiosidade de tradições. Ninguém fala de forma tão dura quanto ele contra a religião que nega a verdadeira fé. Vivemos hoje situação semelhante, pois a prática dos que se dizem seguir o cristianismo está longe do modelo que Jesus deu no NT.

Os fariseus e mestres da lei que saíram de Jerusalém para acusar Jesus, v. 1, fazem grande contraste, mais tarde, com a igreja na mesma cidade que envia Barnabé para ajudar o início do evangelho em Antioquia, At 11.22. Eles saíram com o objetivo de destruir a obra de Deus; os fiéis da congregação em Jerusalém mandam um dos seus visando edificar sua obra.

Partidos (como o dos fariseus) possuem tradições que não podem ser transgredidas, v. 2. Criticam e condenam os que não as guardam. Os cristãos defendem apenas a Palavra de Deus, por meio da qual eles foram, e todos são, evangelizados e regenerados, 1Pe 1.23-25.

As tradições partidárias transgridem o mandamento de Deus, v. 3. O mesmo é verdade ainda hoje. Como acréscimos à Palavra de Deus, ou como leis que dela tiram algo essencial, tais tradições modificam o evangelho, Gl 1.6-9, e anulam a palavra de Deus, v. 6. Dê-nos a Bíblia, nada mais do que a Bíblia e nada menos do que a Bíblia!

Muitas tradições funcionam para livrar o adepto das obrigações divinas, tais como o cuidado aos pais, vv. 4-6. Hoje, elas dispensam com a necessidade da imersão, da ceia do Senhor, da frequência dominical, da evangelização, da fidelidade conjugal, dos papéis na família e na igreja. Perdeu-se a verdadeira piedade, que é o cumprimento dos deveres estabelecidos por Deus. Substituem a verdadeira por uma falsa, cheia de regras humanas sobre dízimos, línguas, autoridades, peregrinações, rezas, rituais e sacramentos. Tais pessoas são “mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder” 2Tm 3.4b-5.

Boa parte da religiosidade trata do mau uso do dinheiro, vv. 4-6. O amor ao dinheiro é raiz de todos os males, fazendo com muitos se desviam da fé, 1Tm 6.10. Muitos veem a religião como fonte de lucro, 1Tm 6.5. Jesus ensinou que é mais abençoado ser doador do que receber, At 20.35. Devemos orar para receber a bênção de Deus (em todas as suas formas) a fim de sermos nós uma bênção aos outros, para sua salvação.

Jesus encontra aplicação atual nas palavras do profeta Isaías, v. 7. Seu uso das Escrituras mostra a grande diferença entre a verdadeira fé que Deus aprova e a religiosidade que o homem inventa. É preciso seguir seu exemplo, recorrendo sempre às Escrituras para averiguar e praticar a piedade que Deus aprova.

Jesus enquadra como hipócritas gente que fala em Deus e que professa ter uma religiosidade, mas que rejeita a sua palavra a fim de praticar suas tradições, v. 7. A hipocrisia não se aplica apenas aos que não vivem o que pregam, mas também aos que dizem falar em nome de Deus mas que na verdade inventam sua própria versão religiosa.

O coração dos praticantes das tradições religiosas está longe de Deus, pois praticam uma adoração inútil baseada em regras humanas, vv. 8-9. O mesmo problema se apresenta ainda hoje. Muitos desvios religiosos começam na maneira de adorar a Deus. Ele determina como devemos nos aproximar dele para adorá-lo, Jo 4.24. “(…) adoremos a Deus de modo aceitável” Hb 12.28.

Nunca tenhamos nós medo de mostrar a diferença entre o falso e o verdadeiro, a fim de chamar todos ao arrependimento. Jesus o fez: “Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento” Lc 5.32. E ele nos envia para fazer o mesmo, chamando protestantes, católicos, ortodoxos e adeptos de todas as seitas e partidos para serem seus verdadeiros seguidores. Ele fala assim na Grande Comissão:

Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, Lc 24.26-47.

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