A igreja não decide ser de Cristo

A igreja não decide ser de Cristo, como se tivesse alguma escolha na questão. Ela só pode decidir ser fiel ou não. Ou ela é fiel a Jesus, ou ela deixa de ser de Cristo. Ele a comprou, ele é soberano sobre ela, ele é quem manda — e mais ninguém. Ele é dono e autoridade da igreja.

Foi Cristo quem escolheu a igreja: “eu os escolhi, tirando-os do mundo” Jo 15.16. Ver tb Jo 6.70. Ele faz question de dizer: “Vocês não me escolheram” 15.16. A igreja não era um grupo que ficou olhando a quem seguir, como se fosse um partido político que perde seu líder e procura outro para levar seus valores em frente.

Até quando Paulo quer dizer que conhecemos a Deus, ele de certa forma se corrige para dizer que Deus foi quem nos conheceu:

Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez?
Gl 4.9

Assim, por meio destas afirmações, são preservadas a iniciativa divina e a autoridade total do Senhor Jesus. Ele resguarda sua posição de quem escolhe, pois somente assim pode existir um povo particularmente seu, 1Pd 2.9.

Talvez seja nesse sentido que Paulo inclui a frase: “eu sou de Cristo”, na lista das opções dos coríntios sectários.

Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: “Eu sou de Paulo”; ou “Eu sou de Apolo”; ou “Eu sou de Pedro”; ou ainda “Eu sou de Cristo”.
1Co 1.12 NVI

Ninguém opta por Jesus como a melhor escolha entre várias. Ele é a única escolha. E nisso está a glória da igreja.

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