Hoje usei Provérbios 15.11 como base para a meditação de Deus Conosco. Não repetirei aqui o que eu disse lá. Mas ainda com o versículo na cabeça, fui ler aqui em casa (trabalho de “pijama” hoje) alguns livros como comentários e manuais bíblicos.

Para minha felicidade, a obra O mundo da Bíblia (Paulinas), título infeliz pelo conteúdo, na maior parte comentário seção por seção, comentou por uma única frase o versículo dentro dos Provérbios de Salomão em 10.1—22.16, mas sem muito o que oferecer além de refrasear: “até os reinos dos mortos (xeol e abaddon) são abertos diante de Deus”.

Melhor foi o Comentário bíblico NVI (Vida) que oferece um pequeno parágrafo. Esta frase captou a ideia: “destaca a insensatez de tentar se esconder de Deus”.

Dentro do contexto maior, P.R. House, em Teologia do AT, também da Editoria Vida, descreve a ênfase de Provérbios 10-24 como “o Deus que instrui o íntegro”. A integridade surge justamente a partir da consideração da onisciência de Deus. Tudo sobre a nossa vida está aberto para ele. Esta verdade sobre Deus deve nos levar a agir de forma coerente, posto que não há nada que se pode esconder dele.

As versões lutam para expressar os dois termos que “representam o fim da vida temporal e o que fica além dela” (The Lutheran Study Bible). Ou como diz a NET Bible: “Estes termos representam o submundo remoto e todos os grandes poderes que lá residem”. A Bíblia de Jerusalém tem uma tradução interessante: “Xeol e Perdição”.

Se ele conhece tão bem tais regiões, onde os antigos achavam que não havia nenhum louvor a Deus, quanto mais ele conhece os nossos corações, isto é, nossos pensamentos, planos e desejos. E como é fútil qualquer pensamento de reter dele a verdade de quem somos ou do que tramamos. Pois fomos criados por ele para acolhê-lo e os nossos corações para louvá-lo. Quando reconhecemos que ele nos conhece tão intimamente assim, ele então, e somente então, pode fazer surgir os louvores.