Por trás do ensino, alguém• Por que dar as mãos em comunhão para trabalhar com quem nega as coisas básicas da fé? Tal parceria compromete a integridade do que se faz (e de quem faz) e dá plataforma ao falso mestre. Além de desobedecer ao Mestre. Mas acontece demais entre nós, ou por ingenuidade (ignorância) ou por não crer mesmo naquilo que prega. O primeiro caso é muito mais difícil hoje em dia, com as informações da Internet.

• A Bíblia mantém a culpa do ignorante e, por conseguinte, o ingênuo. Chama essa qualidade de tolice e insensatez, pois não aprende nem da sua própria experiência, muito menos a dos outros. As Escrituras ensinam “sagacidade aos ingênuos” (Pr 1.4 BJ), para quem quer aprender.

• Nem todos os que dizem ser da igreja de Cristo o são de fato. Isso parece ser uma verdade tão clara, mas há quem quer abrir a comunhão para tais, só porque fazem seus cultos numa construção de tijolo e cimento portando uma placa de “Igreja de Cristo” por cima da porta. Os que acolhem falsos cristãos só por causa de um título devem ser pessoas sectárias que confiam na profissão de um nome acima dos atos e ensinamentos. Pelo jeito, julgam pelas aparências e não com julgamento justo (ver Jo 7.24).

• As cartas joaninas nos urgem três posturas frente às doutrinas e aos mestres que surgem no meio da igreja:

  1. examinar os espíritos, isto é, os ensinamentos (1Jo 4.1);
  2. não receber os que trazem outra doutrina (2Jo 10-11);
  3. receber e encaminhar os que pregam o evangelho (3Jo 6-8).

Um ensinamento sai da boca ou da caneta (em nosso dia, o teclado) de alguém. Não é produzido do nada, mas tem fonte, origem com um mestre ou porta-voz. Rejeitar um ensinamento falso significa rejeitar a pessoa que o profere. Isso é tão difícil de entender?