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Vinho na ceia do Senhor

Não gosto de falar no telefone, um desprazer herdado do meu pai, creio eu, pois ele o evitava a todo custo. Mas ontem a Vicki estava ocupada quando tocou o telefone, então fui atender.

—Esse é o telefone da igreja? — perguntou uma voz feminina.

—Sou Randal, e sou cristão, posso te ajudar?

—Qual o endereço da igreja? — veio outra pergunta.

Expliquei que agora há duas congregações na cidade, dois horários.

Ela revelou que estava procurando outra “igreja”, estava deixando a denominação dela.

—Na ceia vocês servem vinho ou suco de uva? — ela queria saber.

Estranhei a pergunta, mas respondi.

—De onde a gente veio, é vinho — ela declarou, e senti que para ela a conversa estava terminada.

Então, com a probabilidade de nunca mais ter algum contato com ela, resolvi entrar no assunto pra valer.

Informei-a que, na Bíblia, o termo “vinho” é termo abrangente que significa ou suco de uva ou a bebida alcoólica. E que, na Páscoa, quando os judeus celebravam sua ceia, naquele momento quando Jesus estabeleceu a ceia dele, eles teriam tirado todo tipo de fermento, conforme o mandamento bíblico. E o vinho alcoólico tem fermento. Portanto, teriam usado suco de uva.

Tive que falar rápido, mas consegui informá-la que, nas coisas que importam, seguimos o modelo do Novo Testamento.

Ela disse que estava no volante e que ia ligar mais tarde. Assim, terminou a conversa.

Fiquei imaginando por que, se ela estava deixando a denominação dela, esse ponto sobre a ceia lhe importava tanto.

Não tive chance de falar para ela outro detalhe: Nas narrativas sobre a ceia estabelecida por Jesus, em nenhuma delas é afirmada que tomava “vinho”. O texto bíblico usa a frase: “fruto da videira”. E quando Jesus olhava aquele futuro no reino de Deus quando comeria novamente a ceia, ele descreveu o fruto da videira como “vinho novo”, isto é, não fermentado, Mateus 26.29.

As pessoas insistem nas doutrinas humanas, e deixam de ler com cuidado o que diz a escritura sagrada.

Além da evidência bíblica, surge também a prática que leva em conta as necessidades das pessoas. Mesmo que o uso de vinho alcoólico na ceia do Senhor fosse permitido, com certeza apresenta dificuldades para pessoas com problemas com o álcool ou com o potencial para o vício.

Apareceu, no dia anterior à conversa, uma reportagem sobre uma pesquisa científica que mostrou que somente o cheiro do álcool já diminui as inibições das pessoas. Como a baixa inibição tende para o pecado (por isso tanta briga de bar), convém que o cristão evite sempre o álcool.

Se o governo não tolera nada de álcool no sangue do motorista, por prejudicar suas reações na direção do veículo, por que o cristão toleraria uma substância que facilita as palavras e as ações desinibidas? Devemos diminuir a influência do mal em nossa vida, não dar mais espaço a ela.

As pesquisas mostram que não existe um nível seguro de álcool. Que se pode beber moderadamente é um mito, afirmou um professor de Neuropsicofarmacologia e presidente de comissão de pesquisa independente de drogas, em artigo de um jornal inglês. Assim, quem bebe o álcool está abrindo a porta para o mal, ao invés de permitir que o Espírito Santo tenha efeito pleno no corpo e na alma.

Em toda a Bíblia o Senhor alerta contra os efeitos do álcool. Não deixe que seus atrativos o engane, Prov 23.29-35. Não seja controlado por ele, Ef 5.17-20.

A própria sociedade reconhece que uma taça de vinho ou um copo de cerveja já influencia e altera a pessoa. Não existe droga que tenha prejudicado a sociedade como a bebida. E prejudica também a espiritualidade e o autocontrole, marca do fruto do Espírito no cristão, Gal 5.22-25.

Vamos fazer as coisas como o Novo Testamento nos ordena, e não conforme a prática duma denominação. E vamos tirar da nossa vida qualquer coisa, como o álcool, que impede a nossa concentração total no Senhor Jesus Cristo.

6 Comments

  1. Almir Barbosa

    Excelente Randal! Vou ajudar um irmão com essas informações.

  2. sergio vasconcellos

    Muitos reclamam do legalismo, mas gostam de sê-lo. As denominações dizem: “É proibido beber vinho por que tem alccol e beber alcool é pecado – caso encerrado. ” Eles excluem o membro e ponto final. Mas o assunto é Ceia do Senhor. E ouso do suco de uva está na mesma propoção do uso do azeite de oliva. Ambos eram esmagados e se extraia o sumo, que era consumido num tempo mais rápido, a fim de que houvesse sempre um produto mais recente. O azeite por exemplo, servia tambem para conservar carne, e na medida que estava ficando velho usa-se para iluminação. Tanto o suco quanto o azeite, quanto mais novo, melhor. O vinho só era bebido em ocasiões festivas especiais: Casamento, Despedida de algum parente ou mesmo a chegada de alguem de longe. Alguns bebiam vinho nos velorios, mas jamais no nascimento. A razão entre o suco e o vinho está na presença da fermentação. Ambos são esmagados e expressam as dores do Messias, mas o suco de uva demonstra que Cristo não sofreu a intereferencia do pecado ( da fermentação ) fora oferecido de modo aprovavel ao paladar de Deus. Mas Ele se tornou VINHO por nós, fermentando por todos os nossos males. Concluindo, o suco expressa ” o sangue sem culpa que foi esmagado por nossa culpa.”

  3. Allen Dutton Jr

    Randal obrigado por este artigo. Excelentes considerações.

  4. José Domingos de de Pádua

    Concordo planamente quando se fala de vinho alcoólico na Ceia. Sou alcoólatra e de acordo com a Organização Mundia da Saúde, o alcoolismo é uma doença progressiva,incurável e de determinação fatal.
    O único meio de frear a doença é abster-se totalmente do álcool. Fazem 34 anos que estou sóbrio,mas sei que não estou curado,que preciso me “policiar” e viver um dia de cada vez consciente de que,um gole é muito é muito para mim,porque depois, uma garrafa será pouco!

    Todavia, gostaria que os irmão me explicassem se a Bíblia ensina a abstinência total,pois me parece que 1ª Timóteo 3, quando se fala das qualificações para o presbítero,uma é que “não seja dado a MUITO VINHO”
    Ora, o superlativo “muito” , não deixa implícito vinho alcóolico? (outros textos do Novo testamento também deixam implícita a ideia, como no caso das viúvas, em Tito…)

    Desculpem o português e com certeza, a falta de concordância; não tenho nenhuma formação acadêmica,escrevo o que sei…

    Na obra do Mestre,

    José Domingos

    • Oi irmão, coincidência que ontem mesmo traduzi um capítulo de uma obra destinada para novos convertidos, a respeito do álcool, que responde à sua pergunta. Insiro o parágrafo pertinente:

      Mas pode ser que você notou que Paulo ordena os diáconos sejam “não inclinados a muito vinho, 1 Timóteo 3.8 NARA. Alguns pensam que isso permite que eles bebam um pouco, desde que não tomem “muito vinho”. Mas esta é uma lógica errada. Compare Eclesiastes 7.17, que ordena não ser “demasiadamente ímpio”. Certamente, isos não significa que se pode ser um pouco ímpio! Também a frase: “não inclinado a muito vinho”, não significa que um pouco de vinha seja aceitável.

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