10 lições práticas da defesa de Paulo perante Agripa

Paulo prega ao rei Agripa

Algumas lições da leitura do 27 de abril, baseadas em Atos 26, quando Paulo faz sua defesa (pregando Jesus) perante o rei Agripa e o governador Festo.

  1. Mais importante do que a defesa própria é falar de Jesus. “É por causa dessa esperança, ó rei, que estou sendo acusado pelos judeus. Por que é que vocês, judeus, acham impossível crer que Deus ressuscita os mortos?” (7-8, NTLH).
  2. Todas as pessoas estão longe de Deus, na escuridão e perdidas nos seus pecados. Estar longe de Deus significa não viver por ele e pelo seu poder. “Você vai abrir os olhos deles [dos gentios, ou não judeus] a fim de que eles saiam da escuridão para a luz e do poder de Satanás para Deus. Então, por meio da fé em mim, eles serão perdoados dos seus pecados e passarão a ser parte do povo escolhido de Deus” (18).
  3. O seguidor de Jesus consegue ver, não a sua situação exterior precária, mas a mão de Deus trabalhando para cumprir a missão dele no mundo. “Mas até hoje Deus tem me ajudado, e por isso estou aqui trazendo a sua mensagem a todos, tanto aos humildes como aos importantes” (23). Paulo ficou na prisão por dois anos, mas no final foi possível pregar a Festo, Agripa, os chefes militares e os homens mais importantes da cidade (25.23).
  4. Levar tão a sério a ressurreição, a ponto de jogar tudo pro ar e mudar completamente o rumo de vida, é coisa de louco aos olhos do mundo. “Quando Paulo estava se defendendo assim, Festo gritou: –Paulo, você está louco! Estudou tanto, que acabou perdendo o juízo!” (24). As pessoas gostam de coisas radicais, menos na religião.
  5. Irracional, mesmo, é aquele que ouve o evangelho e vira as costas para ele, deixando de submeter-se ao Senhor Jesus (24). O fato de Jesus voltar dos mortos e nos oferecer uma vida sem morte não deve fazer diferença para nós?
  6. A pregação do evangelho pode ser verificada, pois foram fatos públicos. “Eu posso falar diante do rei Agripa com toda a coragem porque tenho a certeza de que ele conhece todas essas coisas muito bem, pois não aconteceram em nenhum lugar escondido” (26). A fé não abandona a razão nem a realidade.
  7. Paulo fala com a finalidade de provocar uma decisão da parte dos ouvintes, a favor do evangelho. “Então Paulo disse ao rei: –Rei Agripa, o senhor crê nos profetas? Eu sei que crê!” (27, cf. também 28). Ele trabalha não para passar informação, mas sim para efetuar transformação.
  8. Muitas pessoas ouviram o evangelho e obedeceram a Jesus de imediato. Quem demora é, muitas vezes, quem não quer. “Agripa respondeu: –Você pensa que assim, em tão pouco tempo, vai me tornar cristão?” (28).
  9. O sarcasmo e a ironia são armas para quem quer se esquivar da responsabilidade da obediência ao evangelho (28).
  10. O cristão quer que outros se tornem como ele — livres dos pecados e desfrutando a paz de Deus. “Paulo disse: –Pois eu pediria a Deus que, em pouco ou muito tempo, não somente o senhor, mas todos os que estão me ouvindo hoje chegassem a ser como eu, mas sem estas correntes” (29).

3 thoughts on “10 lições práticas da defesa de Paulo perante Agripa

  1. Puxa! Estas lições nos ajuda e encoraja a servir e ter a mesma coragem e convicção do apóstolo Paulo. Estas virtudes estão em falta no nosso meio; mas, que Deus ilumine e levante varões aptos e capazes para Sua verdadeira obra aqui na terra: “buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). Obrigado irmão!

  2. Realmente amado,

    Devemos nos revestir do mesmo espírito de intrepidez! É o que está faltando na maioria dos discípulos de Cristo dos nossos dias, talvez esteja nos faltando VERDADEIRAS PERSEGUIÇÕES, para que possamos EMANAR O VERDADEIRO PERFUME DE CRISTO!

  3. Infelizmente o catolicismo transformou a solicitação de Jesus (este é o meu corpo e este é o meu sangue, …fazei-o em minha memória) na cômoda eucaristia de se comer o corpo e beber o sangue do Cristo (hóstia, vinho), acreditando-se que o corpo dele está lá naquele momento, realizando-se então a comunhão com o mestre. Para que serve isso? O que Jesus pediu aos seus apóstolos e a todos os seus descendentes (todos nós) foi a defesa do corpo de sua doutrina, de seus princípios éticos, de seus ensinos morais, da crença ativa na continuidade da vida após a morte, sabendo-se que nem sempre isso se pode fazer sem o sangue dos sacrifícios pessoais, individuais. Foi o que os seus apóstolos, discípulos e outros seguidores fizeram, como Paulo, durante o Cristianismo primitivo, quando muitos foram jogados aos leões, crucificados de ponta cabeça, decapitados, etc, por disseminarem ideias pouco convenientes aos interesses materiais de então. Mas um século depois de Jesus tudo isso começou a ser deturpado e transformado em cômodo comer e bebericar. Perdura até os dias de hoje.

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